sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Festas em honra de Santa Ana

FOLCLORE, MÚSICA E PROCISSÃO
Com Fernando Manuel Ribeiro e Octávio Rosa Pinto na primeira linha da organização, iniciaram-se hoje, dia 15, as festas populares em honra de Santa Ana e que decorrem até 17 de Agosto com muita música, um rancho folclórico (o da Boavista) e uma banda (a Euterpe) de Portalegre.
No primeiro dia, a destacar a actuação do duo musical Águias do Tejo. Amanhã, sábado marcam presença os Artimedia, com os Toca e Foge a actuarem Domingo. No último dia, haverá ainda a presença do acordeonista Tiago Afonso. A procissão, a realizar Domingo às 17h, é acompanhada pela banda da Sociedade Musical Euterpe, que também animará o tradicional peditório. O conhecido e conceituado internacionalmente Rancho da Boavista, de Portalegre, apresentará bons momentos de folclore às 18h30.

Rua do Duque em péssimo estado

JUNTA DESRESPONSABLIZA-SE
O Jornal de Nisa denunciou na sua última edição o deplorável estado em que se encontra o principal arruamento do duque. A Junta de Freguesia, através de contacto estabelecido, desresponsabiliza-se totalmente da situação denunciada, porque, de acordo com o seu presidente, da sua parte tudo fez para ter havido reparação. Assim, segundo o presidente da Junta de Freguesia, esta tratou de obter terreno para alargamento, tendo recebido essa garantia do proprietário, engenheiro Camilo, que apenas reclamou a edificação de muro. Para garantir o alargamento e avanço dos trabalhos, foram ainda cortadas algumas oliveiras e a Junta de Freguesia chegou mesmo a solicitar orçamentos de calcetamento. Diz a Junta ter realizado com insistência contactos com a Câmara Municipal, para a realização desta obra. Depois de já ter ouvido várias vezes a mesma frase, o presidente da Junta refere que a presidente da Câmara, recentemente, lhe deu garantias de que “para o ano é que é”.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

quarta-feira, 2 de julho de 2008

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Despedida de solteiro festejada na rua






O que era o “Baile do(s) Tremoço(s)”
De um estudo que espera a oportunidade para ser publicado na forma de “Contributos para uma Monografia de Santana” retirámos as “explicações” sobre o Baile dos Tremoços, como ali é referido.
“Na véspera do casamento, à noite, há um baile chamado “o baile dos tremoços” onde toda a gente pode dançar; à noiva não se vê o rosto, neste baile, por o tapar com o lenço que traz na cabeça, puxando-o demasiado para a frente, por andar triste, visto deixar dentro em pouco, o lar que a vira nascer e a convivência de seus pais e irmãos.
Quando o baile está em meio, os pais da noiva ofere­cem, a quem está no baile, bolos e tremoços distribuídos pelo pa­drinho e familiares da noiva; seguidamente, os pais do noivo oferecem vinho distribuído pelo padrinho e familiares do noivo.
É neste baile que as raparigas cantam umas quadras dedicadas à noiva, no momento que ela dança com o noivo, que são:
I
Eu tenho na minha horta
Salsa, coentros e goivos;
A primeira cantiga
Que se vai cantar aos noivos.
II
Parabéns te venho a dar
Mandada por Santo António
Amanhã te vai assentar
No livro do matrimónio.
III
Parabéns te venho a dar
Mandada por Santa Rita,
Deus queira que te juntes
Numa hora bem bonita.
IV
Amanhã vais à igreja
Linda rosa encarnada,
Deus te dê alegres dias
E largos anos de casada.
V
Amanhã vais à igreja
Raminho de erva cidreira,
Vais dar a despedida
Desse trajo de solteira.
VI
Viva o noivo mais e noiva
Que amanhã se vão casar,
Vivam também os padrinhos
Que os vão a acompanhar.
VII
Amanhã vais à igreja
Meu baguinho de romã,
Deus te dê boa sorte
Boa noite até amanhã.
in "Jornal de Nisa" - nº 258 - 25/06/08

BAILE DO TREMOÇO





O reavivar das tradições em Santana
Era sexta-feira, dia 13, véspera de casamento na aldeia do Arneiro (Santana-Nisa).
A coincidência do dia e da data, sempre associadas a “dias negros e de azar” para os mais supersticiosos, foi, pelo contrário, celebrada como um dia de festa e o reviver de tradições.
No Largo dos Pelómes, o principal da aldeia (este topónimo, noutros sítios pronuncia-se Pelames e terá a ver com as indústrias de curtumes, muito vulgares nas terras do interior), o povo juntou-se e recordou as despedidas de solteiro dos anos 50 e 60, quando o Baile do Tremoço trazia toda a população para a rua e fazia-a compartilhar da festa comunitária, promovida pelos pais dos noivos e que era a derradeira noite de solteiros dos jovens nubentes.
Tal como há 50 anos, houve música a rodos, não com o acordeonista ou o tocador de gaita de beiços como em tempos mais recuados, mas com um grupo de música popular, em cima de um palco improvisado, que tocou e cantou até fora de horas e a que se juntaram muitos artistas do povo, homens e mulheres, que recordaram, em uníssono, as modas de antigamente.
Para uma noite de festa tradicional, não faltaram os tremoços, o vinho e os bolos, distribuídos pelos pais dos noivos. E a dança, o “bálho” popular que inundou de alegria e contentamento todos os intervenientes nesta magnífica jornada de festa, convívio e espírito comunitário, ainda bem patente na freguesia de Santana e não apenas na utilização e partilha dos “fornos do povo”.
Para que o registo ficasse completo, nem sequer faltou a televisão e o Baile do Tremoço, no dia seguinte, através dos canais da SIC, percorreu o país e o mundo, fazendo lembrar que, apesar da crise e da perda de confiança, os portugueses ainda encontram motivos para sorrir, juntar-se e festejar, unidos por um ideal maior e que neste caso se chamou “reavivar da tradição”.
in "Jornal de Nisa" - nº 258- 25/06/08